{"id":3898,"date":"2018-08-15T00:24:32","date_gmt":"2018-08-15T00:24:32","guid":{"rendered":"\/?p=3898"},"modified":"2018-08-15T00:24:32","modified_gmt":"2018-08-15T00:24:32","slug":"avaliacao-fisica-no-futebol-utilidade-e-especificidade-de-cinco-testes-de-campo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/coachidapp.com\/blog\/avaliacao-fisica-no-futebol-utilidade-e-especificidade-de-cinco-testes-de-campo\/","title":{"rendered":"Avalia\u00e7\u00e3o f\u00edsica no futebol \u2013 Utilidade e Especificidade de cinco testes de campo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\">\u00c9 absolutamente un\u00e2nime que a estrutura condicional desempenha um papel fundamental na prepara\u00e7\u00e3o do futebolista. Seja um treinador mais anal\u00edtico ou mais sist\u00e9mico, dando-lhe preponder\u00e2ncia ou atribuindo-lhe consequ\u00eancia de outras estruturas, todos reconhecem a import\u00e2ncia do atleta se encontrar em boa forma desportiva e, neste aspeto, a condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica ser\u00e1 sempre um dos pilares de um bom atleta. Se por um lado n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancia direta da rela\u00e7\u00e3o entre performance atl\u00e9tica e o sucesso da equipa, tamb\u00e9m \u00e9 verdade que as a\u00e7\u00f5es anaer\u00f3bias precedem golos, que a fadiga afeta as a\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e tomada de decis\u00e3o, que a obten\u00e7\u00e3o de golos aumenta com a dura\u00e7\u00e3o do jogo ou que a maior parte das les\u00f5es ocorrem no final de cada parte.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Os testes de avalia\u00e7\u00e3o f\u00edsica podem, portanto, ser um aliado importante do treinador na medida em que permitem aferir marcas de refer\u00eancia, estabelecer compara\u00e7\u00e3o entre atletas da equipa e definir uma estrutura de trabalho individual de acordo com os dados alcan\u00e7ados. A literatura apresenta-nos um conjunto de testes de avalia\u00e7\u00e3o \u00fateis para futebolistas, desde testes laboratoriais a testes de campo. Neste artigo destacamos o papel dos testes de campo pela sua maior rela\u00e7\u00e3o \u00e0s condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de jogo, pelo menor custo envolvido e pela possibilidade de racionalizar tempo, avaliando mais atletas em simult\u00e2neo.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O software <strong>COACH ID<\/strong> permite ao treinador registar o resultado de cinco testes de avalia\u00e7\u00e3o simples mas que podem ser muito \u00fateis na an\u00e1lise individual\/coletiva previamente destacada.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-3899 aligncenter\" src=\"\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/IMG_0051-300x225.png\" alt=\"\" width=\"443\" height=\"332\" srcset=\"https:\/\/coachidapp.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/IMG_0051-300x225.png 300w, https:\/\/coachidapp.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/IMG_0051-768x576.png 768w, https:\/\/coachidapp.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/IMG_0051-1024x768.png 1024w, https:\/\/coachidapp.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/IMG_0051-400x300.png 400w, https:\/\/coachidapp.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/IMG_0051.png 1280w\" sizes=\"(max-width: 443px) 100vw, 443px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Yo-Yo Intermittent Recovery Test (IR1 \/ IR2)<\/strong><\/p>\n<p>Os dois testes de recupera\u00e7\u00e3o intermitente (IR) Yo-Yo avaliam a capacidade de um indiv\u00edduo executar repetidamente exerc\u00edcios intensos. O teste Yo-Yo IR n\u00edvel 1 (Yo-Yo IR1) centra-se na capacidade de realizar exerc\u00edcios intermitentes levando a um m\u00e1ximo de ativa\u00e7\u00e3o do sistema aer\u00f3bico, enquanto Yo-Yo IR n\u00edvel 2 (Yo-Yo IR2) determina a capacidade de um indiv\u00edduo de recuperar de um exerc\u00edcio repetido com contribui\u00e7\u00e3o do sistema anaer\u00f3bico. Normalmente o IR 1 destina-se a atletas pouco treinados ou atletas jovens enquanto o IR 2 se destina a atletas bem treinados. A n\u00edvel metodol\u00f3gico, a diferen\u00e7a entre os dois testes \u00e9 a velocidade a que o mesmo inicia e a velocidade de incremento (mais baixas no IR1).<\/p>\n<p><strong>Protocolo<\/strong><\/p>\n<p>Duas marcas s\u00e3o colocadas a uma dist\u00e2ncia de 20m entre elas e uma \u00e1rea de descanso medindo 5m \u00e9 colocada no lado inicial. O atleta deve deslocar-se de uma marca \u00e0 outra numa velocidade que \u00e9 determinada pelo ritmo do \u00e1udio. A velocidade \u00e9 regularmente aumentada a cada est\u00e1gio. O indiv\u00edduo dever\u00e1 alcan\u00e7ar a marca antes do sinal sonoro. O teste dever\u00e1 ocorrer at\u00e9 o atleta sentir-se incapacitado (fadiga) ou se o mesmo n\u00e3o alcan\u00e7ar duas marcas seguidas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3900\" src=\"\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/yo-yo-300x162.png\" alt=\"\" width=\"324\" height=\"175\" srcset=\"https:\/\/coachidapp.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/yo-yo-300x162.png 300w, https:\/\/coachidapp.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/yo-yo.png 717w\" sizes=\"(max-width: 324px) 100vw, 324px\" \/><\/p>\n<p><strong>Rela\u00e7\u00e3o com o VO2 m\u00e1x<\/strong><\/p>\n<p>O VO2 m\u00e1x (ml\/kg\/min) \u00e9 a medida do volume de oxig\u00e9nio mais elevado que o corpo consome quando se faz exerc\u00edcio e \u00e9 utilizado para avaliar a condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica global a n\u00edvel aer\u00f3bico. Um VO2m\u00e1x mais elevado significa que o corpo consegue fornecer aos m\u00fasculos mais oxig\u00e9nio, o que pode permitir correr mais rapidamente com n\u00edveis de esfor\u00e7o mais elevados. \u00c9 poss\u00edvel estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o direta entre o resultado do teste Yo-Yo utilizando a seguinte formula<\/p>\n<p><em>Yo-Yo IR1:<\/em><\/p>\n<p>VO2max (mL\/min\/kg) = IR1 dist\u00e2ncia (m) x 0.0084 + 36.4<\/p>\n<p><em>Yo-Yo IR2 test:<\/em><\/p>\n<p>VO2max (mL\/min\/kg) = IR2 dist\u00e2ncia (m) x 0.0136 + 45.3<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Material necess\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>- Zona de corrida com pelo menos 25 m<\/p>\n<p>- Fita m\u00e9trica<\/p>\n<p>- Audio Yo-Yo teste<\/p>\n<p>- Marcas no ch\u00e3o<\/p>\n<p>- Folhas de registo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>T-Test<\/strong><\/p>\n<p>O T-Teste foi desenvolvido para medir a agilidade dos atletas. Consiste em desempenhar um movimento r\u00e1pido de corpo inteiro com mudan\u00e7a de velocidade ou dire\u00e7\u00e3o em resposta a um est\u00edmulo. O trabalho de agilidade \u00e9,pois, um dos fatores determinantes do desempenho no futebol e ao promover o equil\u00edbrio e a coordena\u00e7\u00e3o, os jogadores de futebol ser\u00e3o capazes de se mover mais r\u00e1pido e mudar de dire\u00e7\u00e3o mais rapidamente, mantendo o controlo corporal.<\/p>\n<p><strong>Protocolo<\/strong><\/p>\n<p>Os atletas partem do cone A at\u00e9 ao cone B em linha reta. Em seguida, correm lateralmente para o cone C, que \u00e9 o lado esquerdo. Depois de tocar o cone C, correm lateralmente para a direita e tocam o cone D. Finalmente, correm novamente para a esquerda, tocam o cone B e voltam para a posi\u00e7\u00e3o inicial. No final \u00e9 registado o tempo que o atleta demorou a realizar o percurso.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3901\" src=\"\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/T-test_imagem-300x200.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/coachidapp.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/T-test_imagem-300x200.png 300w, https:\/\/coachidapp.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/T-test_imagem.png 720w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><strong>Material necess\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>- Fita m\u00e9trica<\/p>\n<p>- Cones<\/p>\n<p>- Cron\u00f3metro<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Vertical Jump<\/strong><\/p>\n<p>Os saltos verticais, normalmente para realizar um duelo a\u00e9reo, s\u00e3o uma das a\u00e7\u00f5es mais comuns num jogo de futebol e podem marcar a diferen\u00e7a no resultado de um jogo.<\/p>\n<p>O vertical jump \u00e9 utilizado para medir a pot\u00eancia dos membros inferiores e a classifica\u00e7\u00e3o (em cm) pode ser registada de duas formas, anotando diretamente a altura do salto (utilizando uma parede ou um vertec) ou o tempo que os p\u00e9s demoram a contactar de novo o solo (tapete de salto ou um sistema de medi\u00e7\u00e3o \u00f3ptica \u2013 ex: optojump).<\/p>\n<p>A forma mais simples \u00e9 sem duvida o registo direto da atura, pelo que apresentamos o procedimento em seguida.<\/p>\n<p>Protocolo: O atleta fica de p\u00e9 em uma parede e alcan\u00e7a a m\u00e3o mais pr\u00f3xima da parede. Mantendo os p\u00e9s no ch\u00e3o, a ponta dos dedos \u00e9 marcada ou gravada. O atleta ent\u00e3o afasta-se da parede e salta verticalmente o mais alto poss\u00edvel usando bra\u00e7os e pernas para ajudar a projetar o corpo para cima. A t\u00e9cnica de salto pode ou n\u00e3o usar um contra-movimento. A diferen\u00e7a da dist\u00e2ncia entre a altura do alcance em p\u00e9 e a altura do salto \u00e9 a pontua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3904\" src=\"\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/vertical-jump-test-1.jpg\" alt=\"\" width=\"240\" height=\"250\" \/><\/p>\n<p><strong>RSA<\/strong><\/p>\n<p>Os jogadores de futebol s\u00e3o submetidos a produzir repetidamente sprints m\u00e1ximos ou subm\u00e1ximos (1-7 s) com breves per\u00edodos de recupera\u00e7\u00e3o. Portanto, a capacidade de repetir m\u00faltiplos sprints a alta velocidade \u00e9 importante para o desempenho f\u00edsico do atleta. A utiliza\u00e7\u00e3o de testes que consistem em v\u00e1rios sprints intercaladas com breves per\u00edodos de recupera\u00e7\u00e3o garantem respostas fisiol\u00f3gicas semelhantes \u00e0s que ocorrem em competi\u00e7\u00e3o, tais como a diminui\u00e7\u00e3o do pH muscular, fosfocreatina e ATP.<\/p>\n<p>Os testes utilizados para aferir a capacidade de repetir sprints (Repeated Sprint Ability ou RSA) medem a capacidade anaer\u00f3bia e calculam a queda relativa no desempenho do melhor para o pior sprint, dando-nos um valor correspondente ao \u00edndice de fadiga.<\/p>\n<p><strong>Protocolo<\/strong><\/p>\n<p>Os cones s\u00e3o colocados a 30 metros de dist\u00e2ncia para indicar a dist\u00e2ncia do sprint. Mais dois cones s\u00e3o colocados mais 10 metros ao longo de cada extremidade. Seguindo as instru\u00e7\u00f5es do avaliador, o atletacoloca o p\u00e9 na linha de largada e, ao apito, dois cron\u00f3metros s\u00e3o iniciados simultaneamente. O atleta deve percorrer rapidamente a dist\u00e2ncia sem diminuir a velocidade antes de chegar \u00e0 linha de final. Um cron\u00f3metro \u00e9 usado para cronometrar o sprint, o outro continua a correr. O atleta usa o cone de 10 metros para desacelerar e retornar ao ponto de chegada dos 30m, que ent\u00e3o se torna a pr\u00f3xima linha de partida. O pr\u00f3ximo sprint ser\u00e1 na dire\u00e7\u00e3o oposta. Cada sprint de 30 metros come\u00e7a 30 segundos ap\u00f3s o in\u00edcio da corrida anterior. Este ciclo continua at\u00e9 que 10 sprints estejam conclu\u00eddos. O \u00edndice de fadiga \u00e9 calculado pelo tempo m\u00e9dio das tr\u00eas primeiras tentativas dividindo pelo tempo m\u00e9dio das tr\u00eas \u00faltimas tentativas. Por exemplo, se os tempos para os tr\u00eas primeiros sprints foram 6,9, 7,1 e 6,7 (m\u00e9dia 6,9 segundos) e os \u00faltimos tr\u00eas tempos foram 7,6, 8,2 e 7,9 (m\u00e9dia 7,9 segundos), o \u00edndice de fadiga ser\u00e1 6,9 \u00f7 7,9 = 0,87 ou 87%.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3902\" src=\"\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/RSA-300x295.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"295\" srcset=\"https:\/\/coachidapp.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/RSA-300x295.png 300w, https:\/\/coachidapp.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/RSA.png 478w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><strong>Material<\/strong><\/p>\n<p>- Espa\u00e7o com pelo menos 50 m<\/p>\n<p>- fita m\u00e9trica<\/p>\n<p>- Cones<\/p>\n<p>- 2 Cron\u00f3metros<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sprint<\/strong><\/p>\n<p>O sprint (relacionado com a velocidade) \u00e9 uma das atividades mais importantes no futebol, embora constitua apenas entre 1 e 12% da dist\u00e2ncia total percorrida por um jogador durante um jogo (0,5 a 3% do tempo de jogo). A velocidade, assumida como capacidade que permite ao atleta executar a\u00e7\u00f5es motoras no mais curto espa\u00e7o de tempo sem influ\u00eancia da fadiga, assume no futebol formas de manifesta\u00e7\u00e3o muito variadas. Tamb\u00e9m ao n\u00edvel da treinabilidade, pela especificidade que o futebol acarreta, devem ser salvaguardadas as devidas particularidades. Sabendo que a dura\u00e7\u00e3o dos sprints mais comum num jogo \u00e9 de 2-4 seg, neste ponto n\u00e3o iremos definir um protocolo para um teste em particular pois caber\u00e1 ao treinador decidir a dist\u00e2ncia que quer testar (at\u00e9 porque pode estar relacionada com especificidades do modelo de jogo). \u00a0Se o objetivo passa por avaliar a velocidade de deslocamento do ponto A ao ponto B, seja num trajeto linear ou com mudan\u00e7as de dire\u00e7\u00e3o, os testes devem obedecer aos seguintes pressupostos:<\/p>\n<p>- Utilizar cronometragem eletr\u00f3nica (cron\u00f3metro \u00e9 alternativa as c\u00e9lulas fotoel\u00e9tricas por\u00e9m menos preciso em dist\u00e2ncias curtas);<\/p>\n<p>- Manter as mesmas condi\u00e7\u00f5es em termos de cal\u00e7ado e piso nos diferentes momentos de avalia\u00e7\u00e3o (para que a compara\u00e7\u00e3o seja objetiva);<\/p>\n<p>- Realizar o teste sempre na mesma fase do treino;<\/p>\n<p>- Medir rigorosamente as dist\u00e2ncias;<\/p>\n<p>- Efetuar no m\u00ednimo duas tentativas e registar a melhor.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-3903\" src=\"\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Sprint-300x173.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"173\" srcset=\"https:\/\/coachidapp.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Sprint-300x173.png 300w, https:\/\/coachidapp.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Sprint.png 722w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A perspetiva sist\u00e9mica, base de pensamento por detr\u00e1s do projeto COACH ID, suporta-se na necessidade de relacionar ao inv\u00e9s de separar. Ainda assim, reconhecemos que no que concerne \u00e0 estrutura condicional (ainda que nunca se manifeste de forma absolutamente independente de outras estruturas) \u00e9 importante perceber a diferen\u00e7a entre exercitar e desenvolver. <strong>Exercitar<\/strong> cada uma das capacidades motoras associadas aos testes anteriormente descritos \u00e9 algo que acontece em qualquer pr\u00e1tica de campo. Por\u00e9m, se o objetivo \u00e9 <strong>desenvolver<\/strong> uma capacidade em particular, \u00e9 preciso ir mais longe e estabelecer um programa espec\u00edfico de treino com esse prop\u00f3sito. Os resultados dos testes de avalia\u00e7\u00e3o, embora n\u00e3o devendo ser crit\u00e9rio \u00fanico na avalia\u00e7\u00e3o de um jogador, ajudam o treinador a ter uma ideia da condi\u00e7\u00e3o atual, pelo que, de forma mais pr\u00e1tica ou mais anal\u00edtica, com maiores ou menores recursos, a sua import\u00e2ncia n\u00e3o dever\u00e1 ser menosprezada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Bibliografia consultada:<\/strong><\/p>\n<p>- Bangsbo, Jens &amp; Iaia, F &amp; Krustrup, Peter. (2008). The Yo-Yo Intermittent Recovery Test: A Useful Tool for Evaluation of Physical Performance in Intermittent Sports. Sports medicine (Auckland, N.Z.). 38. 37-51.<\/p>\n<p>- Krustrup, P. et al (2003) - The Yo-Yo Intermittent Recovery Test: Physiological Response, Reliability, and Validity. Medicine &amp; Science in Sports &amp; Exercise:\u00a0<a href=\"https:\/\/journals.lww.com\/acsm-msse\/toc\/2003\/04000\">April 2003 - Volume 35 - Issue 4 - p 697-705<\/a><\/p>\n<p>- Haugen, T. &amp; Seiler, S. (2015) - Physical and Physiological Testing of Soccer Players: Why, What and How should we Measure? Sportscience 19. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.sportsci.org\">www.sportsci.org<\/a><\/p>\n<p>- Goral, K. (2015) - Examination of agility performances of soccer players according to their playing positions. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/thesportjournal.org\/article\/examination-of-agility-performances-of-soccer-players-according-to-their-playing-positions\/\">http:\/\/thesportjournal.org\/article\/examination-of-agility-performances-of-soccer-players-according-to-their-playing-positions\/<\/a><\/p>\n<p>- Ndrzejewski, M. et al (2013) - Analysis of sprinting activities of professional soccer players. J Strength Cond Res 27(8): 2134\u20132140<\/p>\n<p>- Rampinini, Ermanno &amp; Bishop, David John &amp; Marcora, Samuele &amp; Ferrari Bravo, D &amp; Sassi, R &amp; Impellizzeri, Franco. (2007). Validity of Simple Field Tests as Indicators of Match-Related Physical Performance in Top-Level Professional Soccer Players. International journal of sports medicine. 28. 228-35. 10.1055\/s-2006-924340<\/p>\n<p>- Soares, J. (2008) \u2013 O treino do futebolista \u2013 volume 1. Porto Editora<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 absolutamente un\u00e2nime que a estrutura condicional desempenha um papel fundamental na prepara\u00e7\u00e3o do futebolista. 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